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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Corpo fica no quintal do IML por quase 40 horas em Rio Verde, GO


Vítima estava em estado de decomposição dentro de um caixão.
Gerente da Polícia Técnico-Científica garante que 'situação foi atípica'.


A falta de infraestrutura e de profissionais qualificados para trabalhar no Instituto Médico Legal (IML) causam transtornos e deixam famílias indignadas com demora na liberação de corpos, em Goiás. Em Rio Verde, região sudoeste do estado, parentes de uma vítima ficaram revoltados ao verem o corpo dela no quintal do instituto, aguardando para ser examinado. O procedimento demorou cerca de 40 horas para ser realizado. “Eles trouxeram o corpo e o deixaram jogado no quintal. A gente não queria que isso acontecesse, pois é uma falta de humanidade”, declara um familiar.

 A unidade, que funciona em um prédio doado pela prefeitura, atende atualmente 11 municípios da região. A equipe é composta por quatro auxiliares de autópsia, quatro peritos criminais, cinco médicos legistas, três motoristas e apenas uma papiloscopista, profissional responsável pelo exame de reconhecimento por impressão digital. Esse procedimento é usado em 95% dos casos em que o corpo está em decomposição.
 “Eu não tenho condições de fazer esse trabalho todo sozinha. Preciso de uma pessoa para desenvolver essa função comigo e máquinas para auxiliar no serviço”, declara a especialista Sinésia Lopes Pereira, que não presta serviços no IML de Rio Verde durante os finais de semana.
Além disso, o órgão tem apenas um veículo para fazer a retirada dos corpos e, no último final de semana, os profissionais chegaram a receber três chamados ao mesmo tempo para fazer a remoção de seis corpos.

Providências

De acordo com o gerente do núcleo regional da Polícia Técnico-Científica, Oscar Martins de Oliveira, a demora na liberação do corpo em Rio Verde aconteceu por causa das circunstâncias do caso. “Essa foi uma situação atípica. O corpo foi localizado à noite e estava em decomposição. Tivemos que fazer o procedimento de identificação e, por isso, houve demora na liberação”, explica o gerente.
Segundo ele, os problemas serão sanados, pois todas as unidades do Instituto Médico Legal do estado irão passar por reformas e adequações. “A solução surgirá no programa de avanço integrado que o governo já implantou. Com isso, serão destinados recursos para infraestrutura, viaturas e recursos humanos na Polícia Técnico-Científica. O objetivo é otimizar os trabalhos com mais eficiência e humanização”, afirma o gerente.
Ele prevê que a reforma do IML de Goiânia seja concluída neste mês. "Já nas unidades do interior, as obras serão reiniciadas em Aparecida de Goiânia e Itumbiara. Vamos ampliar todos os núcleos regionais do estado”, assegura.

Já em Jataí os problemas são parecidos aqui o IML é responsável pela a cobertura de nove municípios, são dose funcionários e apenas um motorista que é emprestado pela prefeitura.




Adaptações/Saulo Prado
Fonte/Do G1 GO,

com informações da TV Anhanguera



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